Obras do Maestro João Victor Costa…

…serão editadas em CD até final deste ano, sob a marca “Funchal 500 Anos, conforme notícia do DN Madeira de hoje, e que transcrevemos na íntegra:

Os pianistas Robert Andres e Honor O’Hea vão gravar, nos próximos dias 21 e 22 do corrente mês, um CD inteiramente constituído por obras do compositor madeirense João Victor Costa. A gravação, que conta com o apoio da empresa municipal ‘Funchal 500 Anos’, decorrerá nos estúdios da etiqueta ‘Numérica’, no Porto. Seguir-se-á o processo de montagem e masterização, devendo o novo disco estar pronto para ser lançado no Outono. Em todo o caso, disse Robert Andres, o lançamento no mercado deverá provavelmente acontecer até ao final do corrente ano, embora a marcação da data dependa da ‘500 Anos’.

De acordo com este pianista, que preside à Associação dos Amigos do Conservatório de Música da Madeira (e que, tal como sua esposa, Honor O’Hea, lecciona no referido estabelecimento de ensino artístico), o CD incluirá uma escolha de obras para piano de João Victor Costa, contrapondo três obras de inspiração tradicional madeirense a outras de cariz mais abstracto.

‘Variações sobre o ‘Bailinho da Madeira’, uma obra para piano solo, ‘Variações sobre o ‘Xaramba’ e ‘Variações sobre o ‘Baile dos Calções’, um tema tradicional do Porto Santo, fazem parte das obras incluídas no CD. Estas duas últimas peças serão interpretadas em piano a quatro mãos. A primeira já foi interpretada por Robert Andres, em apresentações anteriores na Madeira e na Venezuela.

Além destas composições, o disco apresentará também “duas ‘suites’ de inspiração mais abstracta, mais erudita, que são uma escolha minha, realizada de entre muitas obras que li do João Victor Costa”.

Robert Andres explicou-nos que o lançamento deste CD vem na sequência de uma colaboração que há algum tempo vem realizando com o compositor madeirense, autor do Hino da Madeira.

“Em Abril do ano passado estreei o Concerto para Piano e Orquestra do João Victor Costa, tocando-o com a Orquestra Clássica da Madeira, no auditório do Casino”, recorda. Mas já em anos anteriores interpretou outras peças do mesmo autor, em piano a solo, em piano a quatro mãos com Honor O’Hea e ainda em violino e piano (com o violinista Norberto Gomes, concertino da Orquestra Clássica da Madeira).

Robert Andres aprecia, na inspiração que João Victor Costa projecta na sua música, a “grande variedade”, e o facto de este compositor “não se deixar limitar pelos cânones tradicionais e pelos estereótipos”.

“Achei interessante encontrar peças que apresentam atitudes e facetas várias de uma pessoa”, acrescentou. João Victor Costa é autor de obras “com momentos muito interessantes”. Por esse motivo, refere Andres, “achei que era uma boa oportunidade para apresentar esta minha escolha, uma escolha altamente pessoal, porque tive liberdade para optar por peças que me dizem algo de especial a mim – tal como um antologiador faz uma selecção de poesia para uma colectânea”.

Robert Andres sublinha que João Victor Costa é o compositor madeirense contemporâneo que mais tem escrito, “com uma constância admirável” e uma produção diversificada. Por outro lado, as composições para piano, formações de câmara ou orquestra “são muito menos conhecidas do que a sua música para os coros, por exemplo”.

João Victor Costa, por seu turno, deu-nos conta da sua satisfação pela edição deste CD. Não considera que o seu trabalho seja muito conhecido: “As obras para os coros, principalmente as de cariz religioso, são relativamente conhecidas nos ambientes das igrejas onde são cantadas”, admite. Quanto às obras profanas, acha que são menos conhecidas, como o seu Concerto para Piano e Orquestra, cuja primeira audição mundial se realizou em Abril de 2007.

“Tenho muita coisa à espera de ser tocada”, referiu. “Como uma sinfonia com 45 minutos de duração… Ou seis quartetos de cordas… Mas obviamente que não vou andar a pedinchar e a lamentar-me. Aguardo a possibilidade de ver essas peças estreadas”. Em sua opinião, a Orquestra Clássica da Madeira deveria incluir na programação “uma percentagem de obras que desse a conhecer o que se compõe localmente”.

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