INTERCÂMBIO – C. C. BEJA (III)

A encerrar a digressão do Grupo Coral do Estreito em terras alentejanas e, em particular, à simpática Cidade de Beja, realizamos no dia 24 de Maio o terceiro e último concerto, integrando o XX Encontro de Coros de Beja.

O evento é organizado pelo Coro de Câmara de Beja, nosso anfitrião e conta com a parceria da Câmara Municipal local, pois integra-se na programação das festividades da cidade de Beja.

O Encontro de Coros teve lugar num dos melhores auditórios onde o Grupo Coral do Estreito já teve oportunidade de actuar, o Teatro Municipal Pax Júlia. É, seguramente, uma das melhores salas de espectáculos do País. Trata-se de um edifício histórico da Cidade de Beja, totalmente restaurado. O auditório, com capacidade – imagine-se – para 600 pessoas, é imponente. A acústica é formidável. Enfim, foi um grande privilégio ter tido oportunidade de cantar num local como este.

Sobre o concerto, há a referir que contou com a participação de três coros. A abrir, o coro anfitrião, o Coro de Câmara de Beja, que teve uma belíssima actuação; seguiu-se a actuação do Coral Évora, que, na minha modesta opinião e sem desprimor pelo trabalho apresentado, não esteve tão bem; e, a finalizar, estivemos nós, Grupo Coral do Estreito.

Para este concerto, preparamos uma surpresa ao público, que consistiu na apresentação de uma pequena coreografia na entrada em palco, o que é pouco usual nos eventos de música coral. Com as luzes do palco e do auditório reduzidas ao mínimo possível, as mulheres entraram segurando nas mãos uma vela acesa, entoando uma música, acompanhada ao piano pelo nosso amigo Nuno Santos. O efeito conseguido foi bem recebido pelo público, e que foi testemunhado pelo caro amigo Zig, um dos elementos do Coro de Beja, no seu blog pessoal.

Sobre a nossa actuação propriamente dita, considero que correu bastante bem. Com o decorrer dos dias já estávamos mais soltos, o que facilitou o desempenho colectivo.

Relativamente ao repertório, interpretamos as seguintes músicas:

I) Aleluia, Anónimo
II) All the earth rejoice with a gladsome voice, António Vivaldi
III) Adoramus Te, Emily Crocker
IV) Hush! Somebody’s calling my name, Espiritual Negro – Arr. Brazeal Dennard
V) O Pezinho, Tradicional Açoriana – Mário Sousa Santos
VI) Baila que baila, Tradicional da Madeira, João Victor Costa
VII) Ai, bato o pé, Tradicional da Madeira, João Victor Costa
VIII) Down by the riverside, Joyce Eilers

Apesar de o concerto ter sido memorável, a melhor parte do dia ainda estava para vir. Terminadas as actuações, abalamos em romaria para o local onde o Coro de Beja organizou uma confraternização entre todos os coros.

O jantar estava óptimo. O tintol também. Com a barriga cheia e o sangue espivitado pelo “nectar” alentejano, a malta desatou numa cantoria desenfreada noite fora. Grande convívio, para finalizar em grande os bons dias que passamos em Beja.

Não quero deixar aqui de agradecer a atenção e dedicação dos elementos do Coro de Beja, com um obrigado muito especial à Sr.ª Maria José (a primeirissima pessoa do Coro com quem contactei); ao Emídio Roberto e o Zig (o alemão “alentejanizado”).

Um muito obrigado, em nome de todos os elementos do Grupo Coral do Estreito…

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