Arquivos Mensais: Julho 2008

Grupo Coral com novo espaço de ensaios

Após vários anos a ensaiar em locais improvisados, eis que, finalmente, o Grupo Coral do Estreito foi agraciado com um novo espaço para a realização dos ensaios e para arquivo do seu espólio e documentos diversos que foram compilados ao longo de cerca de 20 anos de história.

O novo espaço está integrado no Centro Comunitário “Vila Viva” do Estreito de Câmara de Lobos, que se situa no piso superior do edifício do Mercado Municipal daquela localidade. O centro “Vila Viva” é um local multiusos e que está muito aprazível e deveras bem conseguido.

Foi neste espaço que foi disponibilizado um local para arquivo e uma sala para a realização dos ensaios. Apesar de não ser propriamente uma sede social exclusivamente do grupo, a solução é bastante boa, pois tem uma excelente localização e as condições ideiais para a realização das nossas actividades.

Aos interessados, fica desde já o convite a visitar-nos no novo espaço, sito à Alameda do Mercado, freguesia do Estreito, todas as segundas e quartas-feira entre as 20h00 e as 22h00.


O nosso blogue…

… foi referenciado pelo Jornal da Madeira, na sua habitual rubrica de divulgação de assuntos relacionados com a internet , no passado dia 22 de Julho.  O nosso agradecimento pela divulgação desta nossa humilde quitanda…


Madeira 4 Estações

 

 

 

 

 

 

‘Madeira 4 Estações’ e o novo trabalho que Eduardo Costa acaba de lançar no mercado. Depois de ter apostado num filme, ‘Memórias que Nunca se Apagam’, o produtor/ realizaodor voltou-se para a criação de um documentário em formato DVD panorâmico sobre a Madeira, uma edição que já está à venda e que retrata o que de melhor a Região tem para oferecer a turistas mas também a residentes.

O difícil foi escolher, dada a variedade de “coisas maravilhosas” para apresentar, disse o autor. Desde a parte geológica à história, dos momentos erguidos aos naturais, das festas às crenças religiosas, o trabalho com 45 minutos expõe a vida e a alma deste povo.

Foi concebido com o objectivo de divulgar a história, tradições, costumes, localidades e paisagens naturais das ilhas da Madeira e Porto Santo. O périplo de imagens leva o espectador ao Funchal, à Zona Velha, ao Mercado dos Lavradores, a alguns hotéis, às levadas, numa visita pela floresta Laurissilva e pelo Jardim Botânico. Mostra a riqueza dos museus e monumentos. Leva-o também a conhecer o Vinho Madeira, o bordado, os vimes, a Festa da Flor, o Cortejo de Carnaval e o Fim-de-ano. No caminho de descrever a Região, passa ainda pelos concelhos de Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol, Calheta, São Vicente, Porto Moniz, Santana, Machico e Porto Santo, pelo desporto, e pela gastronomia.

O DVD pode ser visto em dez línguas. Foi cuidadosamente traduzido por pessoas de cada um dos países para garantir correcção e genuinidade nos sotaques português, inglês, alemão, francês, espanhol, italiano, holandês, dinamarquês, sueco e finlandês. A voz portuguesa é do madeirense Nuno Castro.

O trabalho foi sendo gravado durante mais de um ano, tempo necessário para apanhar as muitas festas e cartazes que se realizam por toda a ilha. Em alguns casos tiveram de andar mais de uma hora a pé com os equipamentos às costas para poder recolher as emlhores imagens. “Não nos ficamos pelos iradouros”, disse Eduardo.

A ideia deste projecto começou há dez anos e ficou entretanto adormecida por motivos alheios à produção. Agora concretizou-se. A qualidade da imagem é uma das mais valias de ‘Madeira 4 Estações’ em relação à concorrência no mercado, explicou Eduardo Costa. A nível técnico, contaram com uma grua de nove metros para captar algumas das imagens, e esse pormenor também faz a diferença no resultado final. “Tecnicamente é muito bom”, classificou o produtor. Tirando as traduções, o trabalho é 100% madeirense e isso é também uma questão de orgulho para a equipa.

O DVD tem a voz off e tem música de fundo, sobretudo música clássica. A opção foi feita tendo em conta também os custos. O título também tem a ver com a selecção musical, onde constam entre outras, as ‘Quatro Estações’ de Vivaldi.

Nas bancas custa cerca de 20 euros. Está em formato 16:9. O texto de Ivo Caldeira foi entretanto adaptado. A produção e realização é de Eduardo Costa, a pós-produção áudio/vídeo de Saúl Caires. As imagens foram captadas por Carlos Melim, Eduardo Costa, Renato Abreu e Saúl Caires. A distribuição é de Francisco Ribeiro e Filhos, Lda.

[Fonte: DN Madeira, 2008.07.28]


Minha cabeça estremece com todo o esquecimento…

É brutal a poesia apresentada no próximo vídeo. Trata-se de um poema do maior poeta português da actualidade, Herberto Helder, nosso conterrâneo madeirense, e que foi musicada e integrou o album do Rodrigo Leão, “Os Poetas, Entre nós e as Palavras”.

Vale a pena ouvir e ler… A música é de Rodrigo Leão, e a voz é do próprio poeta Herberto Helder…

Minha cabeça estremece com todo o esquecimento.
Eu procuro dizer como tudo é outra coisa.
Falo, penso.
Sonho sobre os tremendos ossos dos pés.
É sempre outra coisa,
uma só coisa coberta de nomes.
E a morte passa de boca em boca com a leve saliva,
com o terror que há sempre
no fundo informulado de uma vida.

Sei que os campos imaginam as suas próprias rosas.
As pessoas imaginam os seus próprios campos de rosas.
E às vezes estou na frente dos campos
como se morresse;
outras, como se agora somente eu pudesse acordar.

Por vezes tudo se ilumina.
Por vezes sangra e canta.
Eu digo que ninguém se perdoa no tempo.
Que a loucura tem espinhos como uma garganta.
Eu digo: roda ao longe o outono,
e o que é o outono?
As pálpebras batem contra o grande dia masculino do pensamento.

Deito coisas vivas e mortas no espírito da obra.
Minha vida extasia-se como uma câmara de tochas.

- Era uma casa – como direi? – absoluta.

Eu jogo, eu juro.
Era uma casinfância.
Sei como era uma casa louca.
Eu metia as mãos na água: adormecia,
relembrava.
Os espelhos rachavam-se contra a nossa mocidade.

Apalpo agora o girar das brutais,
líricas rodas da vida.
Há no esquecimento, ou na lembrança total das coisas,
uma rosa como uma alta cabeça,
um peixe como um movimento rápido e severo.
Uma rosapeixe dentro da minha ideia desvairada.
Há copos, garfos inebriados dentro de mim.
- Porque o amor das coisas no seu tempo futuro
é terrivelmente profundo, é suave,
devastador.

As cadeiras ardiam nos lugares.
Minhas irmãs habitavam ao cimo do movimento
como seres pasmados.
Às vezes riam alto. Teciam-se
em seu escuro terrífico.
A menstruação sonhava podre dentro delas,
à boca da noite.
Cantava muito baixo.
Parecia fluir.
Rodear as mesas, as penumbras fulminadas.
Chovia nas noites terrestres.
Eu quero gritar paralém da loucura terrestre.
— Era húmido, destilado, inspirado.

Havia rigor. Oh, exemplo extremo.
Havia uma essência de oficina.
Uma matéria sensacional no segredo das fruteiras,
com as suas maçãs centrípetas
e as uvas pendidas sobre a maturidade.
Havia a magnólia quente de um gato.
Gato que entrava pelas mãos, ou magnólia
que saía da mão para o rosto da mãe sombriamente pura.
Ah, mãe louca à volta, sentadamente completa.
As mãos tocavam por cima do ardor
a carne como um pedaço extasiado.

Era uma casabsoluta – como direi? -
um sentimento onde algumas pessoas morreriam.
Demência para sorrir elevadamente.
Ter amoras, folhas verdes, espinhos
com pequena treva por todos os cantos.
Nome no espírito como uma rosapeixe.

- Prefiro enlouquecer nos corredores arqueados
agora nas palavras.
Prefiro cantar nas varandas interiores.
Porque havia escadas e mulheres que paravam
minadas de inteligência.
O corpo sem rosáceas, a linguagem para amar e ruminar.
O leite cantante.

Eu agora mergulho e ascendo como um copo.
Trago para cima essa imagem de água interna.
- Caneta do poema dissolvida no sentido primacial do poema.
Ou o poema subindo pela caneta,
atravessando seu próprio impulso,
poema regressando.
Tudo se levanta como um cravo,
uma faca levantada.
Tudo morre o seu nome noutro nome.

Poema não saindo do poder da loucura.
Poema como base inconcreta de criação.
Ah, pensar com delicadeza,
imaginar com ferocidade.
Porque eu sou uma vida com furibunda melancolia,
com furibunda concepção.
Com alguma ironia furibunda.

Sou uma devastação inteligente.
Com malmequeres fabulosos.
Ouro por cima.
A madrugada ou a noite triste tocadas
em trompete.
Sou alguma coisa audível, sensível.
Um movimento.
Cadeira congeminando-se na bacia,
feita o sentar-se.
Ou flores bebendo a jarra.
O silêncio estrutural das flores.
E a mesa por baixo.
A sonhar.
Herberto Helder, Poemacto II

 

 

 


Para este fim de semana…

…fazemos uma sugestão musical para escutar no aconchego do lar…

Pela qualidade musical do artista, prevê-se que venha a ser um dos grandes sucessos deste verão e que irá contagiar todo o nosso povo…

Disfrutem…

 

 

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Pela primeira vez…

…vamos editar on-line uma música interpretada pelo Grupo Coral do Estreito. A gravação foi efectuada no concerto realizado no passado dia 13 de Junho, no Centro Cívico do Estreito, no âmbito da iniciativa Tendências In&Out da Escola do Estreito.

A música é o espiritual negro Hush! Somebody’s calling my name, com arranjo de B. Dennard .

O solo é da soprano Elisabete Ferreira.

(Nota: a gravação foi efectuada em formato vídeo. Devido às limitações técnicas do conselho de redacção desta xafarica, só conseguimos, até agora, extraír o som, faltando ainda a imagem. Vamos continuar a trabalhar arduamente para ver se descobrimos alguma aplicação que permita fazer cortes nos vídeos para podermos apresentar apenas o que interessa. Já agora, se alguém conhecer algum aplicativo, de borla, que permita gerir/efectuar cortes em ficheiros de vídeo, por favor ajude-nos!!! HELP!!! Lol!)

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Camané…

…é o cabeça de cartaz do “Festival ARTMAR 2008″, que se realiza a 6 de Setembro no ilhéu de Câmara de Lobos.

Neste concerto, o fadista fará a apresentação do seu novo álbum de originais, “Sempre de Mim”.

A Camané, deverá juntar-se, no festival, o Coro de Câmara de Câmara de Lobos, ainda por confirmar.

O preço dos bilhetes é 10 euros e vão estar à venda a partir do dia 4 de Agosto, no “Bar do Mar”, em Câmara de Lobos, na Câmara Municipal de Câmara de Lobos e na loja ARPimenta, no Funchal (Rua da Carreira).

As portas abrem às 21h00 e o primeiro concerto decorrerá às 21h30.

Organizado pela Marítima S.A. e patrocinado pela autarquia de Câmara de Lobos , o “ARTMAR”, que vai na sua quarta edição,já contou com grandes nomes da música nacional como Mariza, Madredeus, António Chaínho e Ana Moura.

(Fonte: Jornal da Madeira)


Gostei…

…imenso do espectáculo desta noite no Jardim de São Francisco, no Funchal. Tal como divulgamos no “post” anterior, a iniciativa foi do Coro de Câmara do Gabinete Coordenador de Educação Artística da Madeira, que, conforme prometido, surpreendeu muito pela positiva. Foi provavelmente dos melhores espectáculos a que assisti nos últimos tempos.

Tratou-se de um espectáculo verdadeiramente inovador no panorama da musica coral na Madeira. Por isso ficam, desde já, as felicitações ao Coro de Câmara e ao Zé Carlos Bago d’Uva, pela excelente e corajosa iniciativa.

Relativamente ao espectáculo, contemplou diversas vertentes, tendo o coro conjugado a sua actuação com diversos grupos de instrumentos, desde bandolins, acordeões, saxofone e carinetes. Para além disso, em duas das músicas interpretadas pelo coro, o grupo de dança do Gabinete, interpretou coreografias muito interessantes, conjugando a música coral com a dança, tendo resultado numa simbiose perfeita. Espectacular!

O repertório escolhido foi, também, muito bem sucedido e perfeitamente adequado para um espectáculo desta natureza, com a particularidade de ter ocorrido ao ar livre. Foram interpretadas versões para coro de músicas dos U2, Paul Simon, Chico Buarque, Zeca Afonso (Canção de Embalar), Queen (Bohemian Rapsody) e o inveitável New York, New York.

Deixamos a seguir alguns dos momentos captados pela objectiva do repórter de serviço:

Foto 1. Coro de Câmara do Gabinete Coordenador de Educação Artistica 

Foto 2: O Maestro José carlos Bago d’Uva e o Coro de Câmara do Gabinete

Foto 3: A pianista Olga Kuts e o Coro de Câmara

Foto 4: O Saxofonista Marco Gonçalves e o Coro interpretando Bohemian Rapsody

Foto 5: Grupo de Dança e o Coro, interpretando “Canção de Embalar” de Zeca Afonso

Foto 6. Trio de Bandolins

Foto 7. Performance do Grupo de Danças e de Percuções do Gabinete

Foto 8. Coro Infantil do Gabinete

Foto 9. Encerremento com todos os grupos particiantes

 


A sugestão cultural para este de fim de semana…

… é o espectáculo de fim de ano lectivo promovido pelo Coro de Câmara do Gabinete, sob a orientação do Maestro José Carlos Bago d’Uva. O evento terá lugar amanhã, dia 18 de Julho, pelas 21h30, no Auditório do Jardim de São Francisco no Funchal.

Este concerto é vivamente recomendado pela nossa maestrina Maria José, na medida em que se trata de uma proposta “inédita e inovadora” no panorama coral e musical da Madeira. Segundo o e-mail que a Maria José enviou, o espectáculo “envolverá outras modalidades artísticas desenvolvidas no Gabinete Cordenador de Educação Artistica”, para além interpretação coral pelo Coro de Câmara.

Fica aqui a sugestão. Já sabem, vêmo-nos amanhã no Jardim de São Francisco…


Obras do Maestro João Victor Costa…

…serão editadas em CD até final deste ano, sob a marca “Funchal 500 Anos, conforme notícia do DN Madeira de hoje, e que transcrevemos na íntegra:

Os pianistas Robert Andres e Honor O’Hea vão gravar, nos próximos dias 21 e 22 do corrente mês, um CD inteiramente constituído por obras do compositor madeirense João Victor Costa. A gravação, que conta com o apoio da empresa municipal ‘Funchal 500 Anos’, decorrerá nos estúdios da etiqueta ‘Numérica’, no Porto. Seguir-se-á o processo de montagem e masterização, devendo o novo disco estar pronto para ser lançado no Outono. Em todo o caso, disse Robert Andres, o lançamento no mercado deverá provavelmente acontecer até ao final do corrente ano, embora a marcação da data dependa da ’500 Anos’.

De acordo com este pianista, que preside à Associação dos Amigos do Conservatório de Música da Madeira (e que, tal como sua esposa, Honor O’Hea, lecciona no referido estabelecimento de ensino artístico), o CD incluirá uma escolha de obras para piano de João Victor Costa, contrapondo três obras de inspiração tradicional madeirense a outras de cariz mais abstracto.

‘Variações sobre o ‘Bailinho da Madeira’, uma obra para piano solo, ‘Variações sobre o ‘Xaramba’ e ‘Variações sobre o ‘Baile dos Calções’, um tema tradicional do Porto Santo, fazem parte das obras incluídas no CD. Estas duas últimas peças serão interpretadas em piano a quatro mãos. A primeira já foi interpretada por Robert Andres, em apresentações anteriores na Madeira e na Venezuela.

Além destas composições, o disco apresentará também “duas ‘suites’ de inspiração mais abstracta, mais erudita, que são uma escolha minha, realizada de entre muitas obras que li do João Victor Costa”.

Robert Andres explicou-nos que o lançamento deste CD vem na sequência de uma colaboração que há algum tempo vem realizando com o compositor madeirense, autor do Hino da Madeira.

“Em Abril do ano passado estreei o Concerto para Piano e Orquestra do João Victor Costa, tocando-o com a Orquestra Clássica da Madeira, no auditório do Casino”, recorda. Mas já em anos anteriores interpretou outras peças do mesmo autor, em piano a solo, em piano a quatro mãos com Honor O’Hea e ainda em violino e piano (com o violinista Norberto Gomes, concertino da Orquestra Clássica da Madeira).

Robert Andres aprecia, na inspiração que João Victor Costa projecta na sua música, a “grande variedade”, e o facto de este compositor “não se deixar limitar pelos cânones tradicionais e pelos estereótipos”.

“Achei interessante encontrar peças que apresentam atitudes e facetas várias de uma pessoa”, acrescentou. João Victor Costa é autor de obras “com momentos muito interessantes”. Por esse motivo, refere Andres, “achei que era uma boa oportunidade para apresentar esta minha escolha, uma escolha altamente pessoal, porque tive liberdade para optar por peças que me dizem algo de especial a mim – tal como um antologiador faz uma selecção de poesia para uma colectânea”.

Robert Andres sublinha que João Victor Costa é o compositor madeirense contemporâneo que mais tem escrito, “com uma constância admirável” e uma produção diversificada. Por outro lado, as composições para piano, formações de câmara ou orquestra “são muito menos conhecidas do que a sua música para os coros, por exemplo”.

João Victor Costa, por seu turno, deu-nos conta da sua satisfação pela edição deste CD. Não considera que o seu trabalho seja muito conhecido: “As obras para os coros, principalmente as de cariz religioso, são relativamente conhecidas nos ambientes das igrejas onde são cantadas”, admite. Quanto às obras profanas, acha que são menos conhecidas, como o seu Concerto para Piano e Orquestra, cuja primeira audição mundial se realizou em Abril de 2007.

“Tenho muita coisa à espera de ser tocada”, referiu. “Como uma sinfonia com 45 minutos de duração… Ou seis quartetos de cordas… Mas obviamente que não vou andar a pedinchar e a lamentar-me. Aguardo a possibilidade de ver essas peças estreadas”. Em sua opinião, a Orquestra Clássica da Madeira deveria incluir na programação “uma percentagem de obras que desse a conhecer o que se compõe localmente”.


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