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:: agenda

já estão agendados os próximos concertos para o grupo coral do estreito:

12 de Dezembro | 20h00 – Concerto de Natal na Casa da Cultura de Câmara de Lobos
13 de Dezembro | 18h00 - Concerto de Natal no Centro Cívico do Estreito
24 de Dezembro | 19h00 – Concerto no Hotel CS Madeira
28 de Dezembro | 21h00 – Concerto Encontro de Coros de Natal do Funchal
30 de Dezembro | 21h00 – Concerto Encontro de Coros de Natal do Funchal

:: calcinhas amarelas…

As_calcinhas_amarelas_Funchal2[1]… vão estar em cena em câmara de lobos. é já nos próximos dias 1 e 2 de outubro, pelas 21h00, na casa da cultura de câmara de lobos.

Sinopse: “Afonso tem uma amante. O seu sócio Alves tenta conquistá-la e avança mais nos seus propósitos, quando se julga que Afonso morreu, traído por uma paragem de digestão. A mulher de Afonso, Leopoldina, com o intuito de assegurar o enterro ao marido, vai a casa da Amante e é aí que descobre factos surpreendentes, até para o público”.

… já tem data marcada. irá acontecer no primeiro fim de semana de novembro, nos dias 07 e 08, na centro das artes da calheta – casa das mudas. a edição deste ano apresenta, finalmente, uma alteração no figurino do encontro. os concertos dos grupos decorrerão em dois dias, permitindo mais tempo de actuação para cada grupo. da nossa parte damos parabéns à direcção do grupo coral do arco da calheta, organizador do evento, pelo facto de ter percebido o anseio dos coros no sentido de ser mudado o formato tradicional do certame. efectivamente as edições anteriores já se tornavam demasiado entediantes, pois era excessivo concentrar todos os coros da madeira num encontro único. como é bom de ver os concertos ultrapassavem as três horas de duração. não havia pachorra, mesmo para quem gosta de música coral…

agora, com esta nova estruturação, penso que o encontro voltará a ter mais interesse. no entanto vamos aguardar para novembro e ver como corre este ano. da nossa parte lá estaremos.

o encontro decorrerá da seguinte forma:

:: Dia 7 de Novembro | 15h00

1- Grupo Coral do Arco da Calheta
2- Grupo Coral e Instrumental da Casa do Povo da Ponta do Sol
3- Grupo Coral da Casa do Povo de Campanário
4- Grupo Coral “Flores de Maio”
5- Grupo Coral da Casa do Povo da Camacha
6- Grupo Coral do Estreito de Câmara de Lobos
7- Grupo Coral de S. Vicente
8- Coro da Catedral
9- Grupo Coral da Assoc. Cultural e Recreativa do Porto Moniz
 
:: Dia 8 de Novembro | 15h00
1- Grupo Coral do Centro Português de Caracas
2- Coro de Câmara da Madeira
3- Grupo Coral e Instrumental da Casa do Povo de Boaventura
4- Grupo Coral da Casa do Povo de S. Roque do Faial
5- Coro de Câmara do G.C.E.A.
6- Grupo Coral do Centro de Desporto, Cultura e Recreio dos Correios
7- Grupo Coral das Casas do Povo do Concelho de  Machico
8- Grupo Coral da Casa do Povo de Santa Cruz
9- Orfeão Madeirense

:: pausa…

…de uma semana. após as actuações iniciadas do mês de agosto, numa sucessão de cerca de seis concertos, eis que terminamos ontem os trabalhos agendados para este verão. a festa de ontem foi na paróquia da encarnação, que se apresentou com a igreja  toda remodelada. a intervenção veio enobrecer aquele espaço de culto religioso, tornando-o muito mais digno. a igreja está sóbria, mas muito bonita. na eucaristia de ontem, com gente a transbordar, correu tudo perfeitamente. a nossa actuação esteve mais uma vez em grande destaque, com rasgados encómios por parte dos festeiros e dos padres que solenizaram a missa. e não era para mais, pois quase ficamos sem pio, numa missa que foi bastante demorada, iniciada por volta das 17h00 só terminou depois das 20h00… mas valeu a pena…

grupo coral do estreito

agora, importa pausar uma semana para retomar o trabalho pois até final do ano há mais actuações já programadas e outras em agendamento.

salienta-se, ainda, que foi renovado o convite para as festas do santíssimo sacramento (sss) no primeiro fim de semana de agosto na paróquia do garachico do próximo ano, bem como para as festas do sss da paróquia do estreito para o ano 2011.

trabalho não falta…

… no estreito de câmara de lobos foi um sucesso. a redacção deste pasquim electrónico teve a oportunidade de presenciar in loco o evento, tendo testemunhado uma grande afluência de pessoas, particularmente de estrangeiros e emigrantes madeirenses. ponto alto das festividades foi sem dúvida a apanha da uva no sábado de manhã, na quinta da pinheira. para deleite e gaudio das centenas de turistas que se deslocaram ao estreito, foi proporcionado pela organização do evento a possibilidade de serem os próprios turistas a fazerem a vindíma. momentos muito interessantes e inesquecíveis para muitos desles. e animação decorreu manhã fora, com muito folclore de cá e de fora…

Banda Recreio Camponês e Vânia Fernandes 2mas há noite a coisa aqueceu. primeiro a estreia da big band da banda recreio e camponês (brc). uma nova formação musical de elementos integrantes da brc e que se estrearam em público. gostamos muito da sua performance, de tal forma que já foi lançado o repto de o grupo coral do estreito vir a actuar em conjunto com esta nova formação musical do concelho. até final do ano haverá novidades.

mas o grande destaque vai sem dúvida para a actuação conjunta da big band com a vânia fernandes, estrela madeirense em ascenção, que deliciaram o público com bons momentos musicais e que tivemos oportunidade de captar com a nossa objectiva fotográfica…

Banda Recreio Camponês e Vânia Fernandes 1

a finalizar a animação do sábado, actuação sempre quente e contagiante de ritmos brasileiros por joyce bahia…

 joyce bahia estreito 1

joyce bahia estreito 2  joyce bahia estreito 3

… é a solenização da cerminónia religiosa da festa do Santíssimo Sacramento, paróquia de N.ª Sr.ª do Carmo, freguesia do Estreito de Câmara de Lobos. a festa é já no próximo dia 06 de setembro, pelas 16h30. da nossa parte já está tudo a postos… o programa da missa será o seguinte:

Cântico de entrada – Cantai a Deus um cântico novo

Kyrie – Missa N.º 2 Diericx

Glória – N.º2 de Diericx  (sib)

Salmo – Tomarei o cálice da salvação…. Salmista: Duarte

Aleluia de M. Simões – (Lívia)

Ofertório – Este pão e vinho Senhor e  Signore delle Cime

Sanctus – Missa n.º 4 Diericx

Pai Nosso – Melodia de Paul Simon

Agnus Dei – Missa n.º 4 Diericx

Comunhão – O Corpo de Jesus é alimento

         – Deixai-me Saborear em silêncio….

Acção de Graças – Eu quisera, Jesus adorado…. (Solista: Elisabete)

1182VINDIMAS%20ESTREITO%202006-25… já está à porta. é já no próximo fim-de-semana de 04 a 06 de Setembro que a freguesia do estreito de câmara de lobos acolhe mais uma edição deste importante certame tradicional do calendário turístico e promocional da madeira.

num vasto programa de animação musical com grupos e artistas convidados, destaque para a actuação de vânia fernandes e joyce bahia. com concerto agendado para 5 de setembro, a jovem madeirense irá interpretar um conjunto de temas musicais que contribuiram para o seu sucesso na operação triunfo e no festival da canção e eurovisão. joyce bahia leva ao estreito os ritmos brasileiros com destaque para o fórró.

A exemplo do ano passado a festa das vindimas decorrerá no mercado municipal do estreito com um programa bastante diversificado, conforme se pode constatar na agenda:

4 de setembro

(sexta-feira)

18h00 – musica ambiente

19h00 – feira de artesanato

19h00 – duo altomar

20h00 – paulo costa

21h00 – folk group “garmonica” de st. petersburgo, rússia

22h00 – the kolkle group dzitari da letónia

23h00 – 6 pr`a música

 

5 de setembro

(sábado)

08h30 – feira de artesanato

09h00 – recepção das entidades

10h00 – vindimas ao vivo, na quinta da pinheira

11h00 – cortejo etnográfico

- borracheiros do estreito

- vindimadeiras do estreito

- grupo folclórico de santa rita

- grupo folclórico do jardim da serra

- grupo folclórico romarias antigas do rochão

- grupo de folclórico e etnográfico da boa nova

- folk group kalmarsundsdansarna – suécia

- folk group “garmonica” – rússia

- rancho folclórico madeirense da casa da madeira community centre – canadá

- casa do povo do estreito de câmara de lobos

- casa do povo da quinta grande

- casa do povo do jardim da serra

11h30 – pisa e repisa ao vivo

12h00 – concurso do vinho “quem é o mais rápido”

12h15 – actuação dos grupos folclóricos participantes no cortejo

19h00 – musica ambiente

20h00 – naja

21h00 – big band da brc

22h00 – vania fernandes

23h00 – joyce bahia – brasil

00h00 – encerramento

 

6 de setembro

(domingo)

09h00 – feira de artesanato

19h00 – grupo folclórico da quinta grande

20h00 – vozes da terra

- andraeina gomes

- marisa gomes

- hélder paulo

- cristina nunes

21h00 – banda d`além

22h30 – marco gil e hot dancers

00h00 – encerramento

gente é certamente, porque a chuva não bate assim!

em mais um dia repleto de verão, deixamos aqui mais uma sugestão musical para deleite de todos quantos o possam escutar. trata-se de uma proposta do coro Perpetuum Jazzile, que com sons corporais reproduzem genialmente o trepidar da chuva que cai.

simplesmente espectacular.

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porque hoje se assinala o dia mundial da FOTOgrafia deixamos aos nossos leitores esta pequena sugestão [retirada daqui]. a imagem fala por si. a luz é perfeita, e destaca do imenso escuro a performance solitária dos artistas… no que, diga-se de passagem, nem é bem o nosso caso, porquanto, quando estamos em palco, a nossa, é mais uma solidão do género acompanhada…

2826120

…no vagar da agitação destes dias efémeros, recupero da memória a lembrança dos tempos pretéritos em que as festividades religiosas tinham uma outra relevância e marcavam decisivamente a corrente dos dias. ah! o frenezim, a ansiedade, o desassossego que se instalava nas semanas que antecediam as «festas de agosto». e a agitação crescia, excitava com o passar dos dias, que demoravam, que eram infindáveis, entre brincadeiras pueris nos escassos caminhos rústicos, entre a modorra das tardes solarengas passadas na berma de um qualquer tanque de água de rega, barrenta, revolta por mergulhos hesitantes.

e, algumas semanas antes das «festas», a viagem monótona de autocarro, que nos conduzia, a mim e à mãe, à cidade, como que em peregrinação anual. o funchal que nesse tempo era tão distante, inacessível. ah! a cidade! e o autocarro estacava na paragem e à nossa frente a porta abria-se, com vagar, lenta, como o correr desses dias, como se não tivesse pressa de zarpar. e eu, agitado, galgava num rompante os enormes degraus, percorria o corredor e perscrutava os bancos disponíveis, para sentar, a mim e à mãe. e ela, sempre, advertia, por uma insondável razão, que os bancos, esses, tinham de ser os do meio, nem muito à frente, nem muito a trás. eu obediente concordava, porque no meio está a virtude. entrementes, o cobrador de bilhetes, com voz rústica e tosca, gritava do fundo do autocarro: - «siga!». um solavanco seco recuperava-nos do torpor, o autocarro retomava a viagem. sentado junto à janela, com olhos curiosos, observava a lenta película que o vidro do meu assento me projectava. a estrada íngreme e sinuosa, que serpenteia a difícil montanha e os vales do povoado. as casas, as vinhas, os poios cultivados, aqui e além um homem que transporta, às costas, um incómodo fardo de lenha. o filme desliza, moroso, e as imagens transfiguram-se. outras casas, muitas casas, coloridas, alcandoradas numa breve elevação que avança do mar. e, nisto, avistávamos um vasto manto de telhados, entrecortado pelas vielas estreitas, que abraçam o mar azul, imenso, da baía dos lobos. e o autocarro parava. agora, o vidro da minha janela contempla-me uma tela harmoniosa, com uma celeste amalgama de casas, barcos, marujos, crianças. a algazarra das vozes que saem e das vozes que entram no autocarro interrompem-me a visão mirífica. à vez, uma torrente contínua de homens, de mulheres, de crianças, com fácies de traços tangerinos, o olhar vazio e a tez queimada, precipita-se no habitáculo do autocarro, à cata dos poucos assentos ainda disponíveis. de novo a voz rústica e tosca ordenava: – «siga!«; e o autocarro seguia viagem, deixando para traz o odor inconfundível do peixe que secava no calhau. a zoada pastosa e molenga, a lengalenga quase imperceptível, amainava e os passageiros continham as palavras e entravam numa sonolência passageira. à janela, retomo o filme melancólico e vagaroso, com o mar ao fundo, infinito.

depois, era a cidade. o autocarro percorria as ruas do funchal, reconhecendo-lhes o sentido, a direcção. nas ruas, os passeios de calçada portuguesa, amparavam o andar errante dos transeuntes, indiferentes de mim, de todos nós que agora chegávamos à cidade. o motorista conduzia o autocarro para a paragem em frente ao comando militar, na imensa avenida do mar, rendilhada de exuberantes árvores e de palmeiras. e pela última vez, a voz rústica e tosca, brandia, com voz de comando:  – «porta de ‘traz!». as portas obedeciam e escancaravam-se. nas entranhas daquele imenso monstro o povoléu revolvia-se e, numa espécie de incontido vómito, a horrenda máquina regurgitava os passageiros lançando-os no alvoroço urbano.

estacada no passeio a mãe recompunha-se, ajeitava-me a camisa, segurava firme a minha mão, e mergulhavamos na turba. num passo estugado percorríamos as ruas da cidade. sem delongas visitávamos as costumeiras lojas. as mesmas montras, as mesmas pessoas que nos atendiam, quase reconhecia os rostos dos clientes, desde que, haviam já vários meses, ali tínhamos estado. a empregada do balcão, com um olhar desdenhoso, perguntava-nos, com indiferença, o que queríamos. e a mãe, insegura da altivez urbana, com a voz a se lhe embargar, murmurava: – «quero comprar uma camisa e umas calças para esta criança!», e eu encolerizava-me, que já não era criança, mas continha a minha revolta. a empregada olhava-me de soslaio, mirava-me de cima a baixo, sem esboçar a mínimo sentimento ou emoção, virava-nos as costas, apeava-se num escadote e punha-se à cata, por entre pilhas multiformes de tecidos e de roupas, as calças e a camisa, que depois nos atirava ao balcão, dizendo: – «veja se isto serve?». servia, certamente. – «é mesmo isto!», ripostava a mãe. e na sapataria o mesmo apático diálogo. e, assim, sem a minha permissão, sem o meu consentimento, indiferente de mim, fora decidido e comprado a roupa que eu haveria de estrear nas «festas de agosto». e era assim que, todos os anos, nestas festas, estreava sempre uma muda inteira de roupa, nova. e era com essa roupa envergada no meu corpo franzino que, no dia da «festa», descia a ladeira que nos conduzia à igreja, renovado, vaidoso, elegante, exibindo a minha fugaz e efémera glória. e era com essa roupa nova que, de aqui em diante, iria todos os domingos à missa; e era com ela que iria aos escassos e fortuitos acontecimentos especiais. – «zela essa roupa! óh rapaz! tem modos e não estragues a roupa da missa.», advertia a mãe. eu zelava-a com todo o cuidado, como quem guarda um tesouro precioso. tinha que durar pelo menos um ano, pois apenas no ano seguinte regressaria ao funchal, com a mãe, no autocarro molengão, alguns dias antes das «festas de agosto», para comprar a roupa nova… (continua…)

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